Tecnologia alia manejo mecânico ao sistema de plantio direto e aponta incremento de até 4 sacas de soja por hectare e redução de até 100% no uso de químicos
A crescente resistência de plantas daninhas aos herbicidas, aliada à necessidade de preservar a estrutura do solo e reduzir custos operacionais, tem colocado o produtor rural diante de um dilema recorrente: como manter a eficiência do manejo sem comprometer a sustentabilidade do sistema produtivo. Esse cenário é ainda mais sensível em áreas consolidadas de plantio direto, onde o equilíbrio entre cobertura vegetal, umidade e biologia do solo é determinante para a produtividade.
É nesse contexto que soluções de manejo mecânico voltadas à baixa mobilização do solo começam a ganhar espaço no Brasil. Uma delas é a tecnologia da linha Kelly, trazida ao país pela São José, que combina engenharia internacional com adaptação às condições agronômicas brasileiras.
Desenvolvido a partir da australiana Kelly Tillage e produzido nacionalmente, o equipamento foi projetado para atuar de forma superficial e uniforme, promovendo o manejo da palhada e o controle inicial de plantas daninhas sem comprometer a estrutura do solo — um dos pilares do sistema de plantio direto.
Segundo Diogo Salvador, especialista de produto da São José, o conceito da tecnologia está diretamente ligado à eficiência agronômica e operacional. “É um implemento que realiza o manejo de solo com foco e redução de custos e aumento de produtividade por hectare, gerando economia de insumos, rendimento operacional e redução de operações de forma sustentável e inteligente”, afirma.
Na prática, o equipamento atua na construção de um berço de semeadura mais equilibrado, favorecendo a germinação uniforme das sementes e um estande final de plantas desejado, propiciando uma competição saudável por água, luz e nutrientes, além de contribuir para a manutenção da umidade e da matéria orgânica no solo. A ação superficial também permite o manejo eficiente dos resíduos culturais, estimulando a decomposição da palhada de forma mais rápida e eficaz. Segundo testes realizados no Brasil pela GeoMec comprovaram o incremento de até 4 sacas de soja a mais por hectare adotando o manejo com a Kelly pré-plantio.
Outro ponto relevante está no controle mecânico sustentável de plantas daninhas ainda em estágio inicial. Essa estratégia contribui para diminuir a pressão de seleção por resistência e otimizar o uso de herbicidas ao longo do ciclo.
Segundo Diogo, um dos maiores desafios enfrentados atualmente nas propriedades rurais é o alto custo por hectare no controle de plantas daninhas, aliado à perda de eficiência de muitos herbicidas devido à resistência desenvolvida por diversas espécies invasoras aos ingredientes ativos disponíveis no mercado.
Com a Kelly, o controle das plantas daninhas é realizado mecanicamente no pré-plantio, reduzindo a necessidade de aplicações químicas nessa etapa. Isso proporciona mais eficiência no manejo, diminui os custos operacionais por hectare e contribui para um sistema de produção mais sustentável.
Por isso, em muitos casos são necessárias várias aplicações antes e depois do plantio, aumentando o uso de produtos químicos e também o custo da operação. Plantas daninhas como buva, capim-pé-de-galinha, caruru, capim-amargoso e vassourinha-de-botão já apresentam resistência a diversos herbicidas. Outro problema é que essas plantas podem deixar sementes dormentes no solo por até 40 anos, dependendo da espécie e das condições climáticas. Essas sementes podem germinar em diferentes épocas, dificultando ainda mais o manejo.
Quando a Kelly é aplicada no pré-plantio, esse banco de sementes é ativado rapidamente. Assim, na primeira dessecação pós-emergente, as plantas são controladas com mais eficiência pelo herbicida. Isso reduz a necessidade de aplicações sequenciais e diminui o custo por hectare.
‘’A gente começa a ver uma mudança importante no manejo. O produtor consegue antecipar o controle de invasoras com operação mecânica, reduzindo a pressão de herbicidas e melhorando a qualidade do plantio direto. Não é só economia — é eficiência agronômica”, destaca um diretor técnico de revenda com atuação na região Sul.
Além disso, a estabilidade operacional e a baixa agressividade ao solo são fatores que impactam diretamente o desempenho no campo. “O equipamento trabalha de forma muito estável, com mínima mobilização. Isso preserva a estrutura física, química e biológica do solo mantendo a cobertura vegetal, que é fundamental para produtividade e conservação dos recursos naturais no médio e longo prazo”, complementa.
A tecnologia também se destaca pelo alto rendimento operacional aliado com o baixo consumo de combustível, fatores primordiais que entregam alto desempenho e rendimento em áreas extensivas, contribuindo para otimizar janelas de plantio e colheita e maximizar operações de manejo no campo.
A adoção já é percebida em regiões como o Sul e o Oeste do Brasil, onde produtores buscam alternativas para conciliar produtividade, conservação do solo e racionalização de insumos. Na região da Costa Doce (RS), por exemplo, o uso da tecnologia tem sido integrado a estratégias mais amplas de manejo, com foco na estabilidade produtiva em cenários climáticos desafiadores.
Com presença consolidada em países como Estados Unidos, Canadá e Argentina, a tecnologia chega ao Brasil apoiada na experiência da São José, empresa com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de soluções para o preparo de solo e que possui conhecimento prático sobre a diversidade de solos e sistemas produtivos do país.
A proposta, segundo a empresa, está alinhada à evolução do plantio direto no Brasil, que demanda cada vez mais práticas que priorizem menor revolvimento, maior conservação e uso mais eficiente dos recursos disponíveis no campo.
O cenário da agricultura não permite mais margens para erros, portanto conciliar ferramentas com tecnologias, manejos e soluções tornam-se pontos chaves essenciais para o sucesso no agronegócio.
Todo investimento precisa ter um objetivo e a Kelly tem encaixado muito bem com a realidade da agricultura que é reduzir os custos e aumentar a produtividade por hectare.
Kelly e São José a parceria formada que veio para revolucionar o Sistema de Plantio Direto no Brasil.